Sindicatos da FNP realizam assembleias nesta sexta-feira (03/09) e articulam greve por tempo indeterminado a partir de 14 de setembro. Dia Nacional de Paralisação dos Petroleiros é nesta sexta. Serão oito horas de braços cruzados!
A Petrobrás demonstrou mais uma vez, na última segunda-feira (30/08), a postura negligente e debochada que vem adotando desde o início da campanha salarial. Se antes as manobras eram articuladas de maneira sorrateira, agora a empresa resolveu escancarar seu total desrespeito com a categoria petroleira.
Mesmo após a FNP ter indicado a rejeição da contraproposta vergonhosa da empresa e da categoria ter seguido a indicação de forma indignada em todas as bases, a Petrobrás resolveu nesta segunda-feira, em reunião com a Federação, não apresentar nenhuma proposta. Segundo o RH, o objetivo da reunião era simplesmente “buscar um entendimento entre as duas partes”.
No entanto, sabemos muito bem o significado desta frase. A empresa tentará se livrar em tempo recorde desta campanha salarial para concentrar esforços na candidatura do Governo e passar goela abaixo uma proposta que aprofunda a discriminação contra os aposentados e mantém o arrocho salarial da categoria. Querem manter a velha e absurda tradição de enrolar os trabalhadores enquanto enchem os bolsos dos acionistas.
Durante a reunião, além de ter a cara de pau de dizer que “a proposta da empresa era não apresentar proposta”, uma redundância de mau gosto, Diego Hernandes, ex-sindicalista e atualmente gerente de RH da Petrobrás, fez questão de reforçar e tentar legitimar a política discriminatória da companhia. “A relação remuneratória do aposentado não é com a companhia, é com o fundo de pensão”, afirmou com naturalidade espantosa.
Diante deste novo ataque e demonstração de total desprezo, a FNP se recusou a discutir qualquer tema relacionado à contraproposta da empresa e se retirou da negociação. A FNP não discutirá propostas rebaixadas e, muito menos, participar desta peça teatral montada pela Petrobrás, deste jogo de cartas marcadas que ela pretende realizar. Só iremos sentar novamente na mesa de negociação quando a empresa apresentar uma nova proposta.
Paralisação de 8 horas e Assembleia nesta sexta!
Durante reunião nesta segunda-feira na sede da Aepet, no Rio de Janeiro, a FNP definiu que serão realizadas assembleias nesta sexta-feira (03/09) para traçar as novas estratégias de luta. A Federação indica a todas as bases greve por tempo indeterminado a partir do proximo dia 14 de setembro, sendo uma intensificação dos movimentos que já estão sendo realizados desde o início do mês de agosto.
Além disso, está confirmada em nossa base, conforme deliberado na Assembleia do último dia 24 de agosto, a paralisação de oito horas, que acontecerá em nível nacional. O comportamento esnobe da diretoria na última reunião, na qual ousou tentar debater uma proposta já recusada, mostra que não há outro caminho para pressionarmos a empresa a apresentar uma proposta justa.
Temos que inverter sua lógica perversa de exploração, cruzando os braços e parando a produção. Afinal, uma empresa que há muito tempo deixou de lado seus valores, só irá ceder quando sentir no bolso o peso de uma categoria inteira parada.
Na base do Sindipetro-LP, as manifestações tomaram corpo a partir do dia 30 de julho, quando realizamos em diversas unidades atrasos de trinta minutos em repúdio ao bolsa-bônus de R$ 90 milhões. A partir do dia 25 de agosto, data fixada pela FNP como o Dia Nacional de Luta, iniciamos paralisações de duas horas, que foram realizadas na RPBC, Tebar, Plataforma de Mexilhão, Terminal Alemoa, UTGCA e Edisa I.
Agora, a intenção é dar ainda mais peso aos movimentos e avançar na luta por um acordo de trabalho justo. A participação da categoria no Dia Nacional de Paralisação dos Petroleiros e na Assembleia Geral, ambos na próxima sexta (03/09), desempenha um papel-chave neste processo.
É inadmissível que a Petrobrás mantenha uma proposta tão baixa e extremamente agressiva contra os aposentados, petroleiros que por mais de vinte e cinco anos ajudaram a construir este patrimônio. Além disso, dizer que neste ano iremos discutir apenas as cláusulas econômicas é uma atitude, no mínimo, negligente. Não podemos fechar os olhos para o sucateamento da AMS e SMS e para as mortes que se espalham na empresa.
Nossa pauta é histórica e cheia, sim. Não vamos nos contentar com abonos, gratificações e reajustes com base nos menores índices de inflação. Remuneração variável não passa de uma manobra suja para congelar nossos salários e afastar definitivamente os aposentados da Petrobrás.
Queremos aumento real dos nossos salários e a reposição das perdas históricas. Não há outra forma de, enfim, valorizar o trabalhador petroleiro e por fim às discriminações contra os aposentados e pensionistas.
Se o lucro da Petrobras está acima do previsto para a metade do ano de 2010, por que devemos discutir ou, pior ainda, aceitar um reajuste salarial extremamente rebaixado? A resposta deve ser dada pela categoria através das mobilizações.
Petroleiros, em luta!






Companheiros, envio texto publicado no site http://www.movimentonn.org/jornal/noticia/ocorneta/2303
Destaco o trecho:
“Em meio à campanha eleitoral, é chegado o momento mais importante do ano para os trabalhadores: a hora de defender de maneira firme e decidida o poder de compra dos nossos salários! À luta, companheiros!”
PETROLEIROS
ACT 2010: Categoria vai parar a Petrobrás em 3 de setembro
Beto – Petroleiro de São Paulo
29/08/2010
Após uma nova rodada de reuniões sem avanços na negociação do ACT 2010, os petroleiros de todo o país vem aprovando os indicativos dos sindicatos para a realização de uma paralisação nacional para o próximo dia 3 de setembro.
No último dia 25.08, os trabalhadores deram uma mostra de que há disposição para uma campanha salarial que impeça perdas salariais nos próximos 12 meses. Foram realizados atrasos em diversas unidades, com repúdio maciço à contraproposta da Petrobras, apresentada poucos dias após a divulgação do lucro de R$ 16,21 bilhões, no apenas no primeiro semestre do ano.
Em meio à campanha eleitoral, é chegado o momento mais importante do ano para os trabalhadores: a hora de defender de maneira firme e decidida o poder de compra dos nossos salários! À luta, companheiros!
Quando os senhores vão exigir que, os direitos que os petroleiros da Bacia de Campos tem, sejam repassados para nos da UO-BS. É um absurdo deixarem nós com 05 dias negativos quando voltamos de férias, alegando eles que temos que embarcar na nossa escala. (Na Bacia de Campos os petroleiros de lá ganham 0,5 dia de folga no dia do seu desembarque, que somando os 11 embarques do ano nos zera o saldo negativo de 05 dias que temos, quando voltamos de ferias. É um direito nosso!! O pessoal da Bacia de Campos não são mais petroleiros do que nós.
É verdade… Ou vocês acham que todo pretoleiro tem ganhado salário de “petroleiro”? Tem muita gente endividada e vivendo com muito pouco!
VERGONHA!!!
Quando vocês lutarão por Vale Alimentação (Cesta Básica) para nós??
O salário tá ruim e os benefícios péssimos…. Cesta Básica Já!!!
Somos a única categoria Grande que não temos.