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Categoria paralisa unidades por duas horas

Categoria paralisa unidades por duas horas

Com direito a café da manhã na porta da refinaria, o Sindipetro-LP realizou na manhã desta quarta-feira (25/08) uma paralisação de duas horas na RPBC para reforçar a indignação e repúdio da categoria à contraproposta apresentada pela Petrobrás. O mesmo trancaço foi realizado no Tebar, em São Sebastião, onde os petroleiros aderiram de forma maciça ao movimento.

Tanto na RPBC quanto no Tebar, foi atrasada a entrada de todos os trabalhadores que operam em regime de turno e de mais de 90% dos escalados em horário administrativo.

A Plataforma de Mexilhão também foi alvo de paralisação, onde os petroleiros embarcados atrasaram em duas horas a emissão de PT (Permissão de Trabalho).

As manifestações tem por objetivo dar um aviso à alta cúpula da empresa: não vamos aceitar apenas as migalhas do enorme bolo produzido pelos petroleiros.

Além de ser irrisória diante do enorme patrimônio construído em mais de meio século de existência, a “oferta” da companhia é uma provocação à dignidade dos seus trabalhadores. Afinal, a empresa tenta impor goela abaixo um aumento real zero enquanto gratifica cerca de 9.500 empregados com abono de R$ 90 milhões e aprova um aumento salarial de 29% para a Diretoria Executiva.

É justamente em razão destes mandos e desmandos que a categoria aprovou na última terça (24/08), por unanimidade, a rejeição da contraproposta da Petrobrás e as paralisações em nossas unidades. No total, cerca de 200 petroleiros votaram pela continuidade das negociações,  sendo aproximadamente 100 na sede do Sindicato, em Santos, e mais de 70 na sub-sede, em São Sebastião.

Uma das ações do Dia Nacional de Lutas da FNP, as paralisações seguem até a próxima sexta-feira (27/08)., data em que estava agendada a 2ª rodada de negociações entre Petrobrás e FNP, no Rio de Janeiro. No entanto, a data foi adiada para a próxima segunda-feira (30/08).

Se a empresa vier novamente com uma proposta risivel, vamos intensificar as mobilizações e definir novas estratégias de luta.

Uma resposta para “Categoria paralisa unidades por duas horas”

  1. Companheiros, envio texto publicado no Boletim O Corneta #46, enviado pelo petroleiro Mouro.

    O espaço é aberto à livre manifestação dos trabalhadores da Petrobras. “Cornete”, escreva, denuncie: petroleiros@movimentonn.org.

    saudações!
    Beto – O Corneta
    http://www.movimentonn.org/jornal/caderno/ocorneta

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    Negociar o Acordo Coletivo em uma ou três mesas?

    As primeiras rodadas da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2010 entre as entidades sindicais e a Petrobras ocorreram na segunda semana do mês de agosto. Este ano, a empresa tratou com três representações diferentes dos trabalhadores: a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e o Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro RJ).
    Frente à situação, muitos trabalhadores se perguntam: porque não temos uma única mesa de negociação com a Petrobras?
    A FNP – que representa cinco dos 17 sindicatos de petroleiros do país que romperam com a Federação “Única”, tem chamado a FUP desde 2006 para negociar conjuntamente o ACT da categoria com a Petrobras – sem jamais ter tido sucesso.
    Na carta de que apresentou a pauta de reivindicações da categoria para a empresa, a FNP propôs que “as reuniões sejam transmitidas pela TV Corporativa e que tenham um informe dos representantes dos sindicatos e da empresa para toda a categoria com tempo igual”.
    Porque a FUP e a Petrobras se negam a aceitar a transparência nas negociações? O que eles têm a esconder? Não por acaso, os sindicatos da FUP são ligados a centrais sindicais (CUT e CTB) que apóiam a candidata Dilma (PT).
    A transparência nas negociações só será possível quando uma única e verdadeira mesa de negociação representar os trabalhadores das plataformas, refinarias, e terminais de todo o país.
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    por Mouro

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