Cerca de um mês após a denúncia de que a pedido da Petrobrás a Polícia Civil violou por 10 anos o sigilo criminal de mais de 70 mil pessoas que tentaram ingressar em seu quadro de empregados, não satisfeita a companhia agora resolve invadir a privacidade dos próprios funcionários. Esta é a realidade no Litoral Paulista.
Sob o pretexto velado de preservar a segurança em suas unidades, a gerência da UO-BS instalou no início deste mês câmeras filmadoras acima das estações de trabalho de todos os Edisas.
O que em tese serve para monitorar a movimentação nos elevadores e escadas dos prédios, na prática cumpre a função de vigiar e controlar os trabalhadores.
Além de ser uma “medida de segurança” redundante, já que qualquer visitante é identificado e filmado na entrada dos prédios, esta prática demonstra que a intenção da empresa é exercer um verdadeiro policiamento da rotina dos seus empregados e instaurar um clima de medo com a aplicação de possíveis punições.
A tecnologia dessas câmeras, suficiente para captar imagens em 360° e aproximações através de “zoom”, dará à gerência plenos poderes para visualizar a qualquer momento o que cada empregado faz. Neste Big Brother de extremo mau gosto, até mesmo consultas bancárias ou qualquer outro tipo de acesso com informações sigilosas dos petroleiros como senhas estarão sujeitos ao piscar de olhos repressivo dos chefes.
A Petrobrás zela por ti?
Diante desses sucessivos ataques à liberdade individual dos trabalhadores, não resta dúvida de que o objetivo da Petrobrás é transformar seus empregados em máquinas cada vez mais eficientes de produção e, ao mesmo tempo, suprimir e anular qualquer foco de insatisfação através de uma observação constante e intimidatória.
Por mais absurda que possa parecer, é inevitável a comparação entre este ataque da Petrobrás e O Grande Irmão (Big Brother em inglês), personagem onipresente do livro 1984, de George Orwell, que depois serviria de inspiração para a criação de reality shows com o mesmo nome.
Na sociedade fictícia criada pelo escritor todos estão sob constante vigilância das autoridades e a ausência do pensamento e da individualidade são as leis impostas pelo Estado, que reprime violentamente qualquer tipo de contestação.
Bombardeados diariamente por propagandas veiculadas em telões com as frases “o Grande Irmão zela por ti” ou “o Grande Irmão está te observando”, os trabalhadores são levados a acreditar que contestar o Estado é um crime. O correto, portanto, é “não pensar” e se enquadrar às exigências do Poder. Qualquer semelhança, é mera coincidência…






SERÁ QUE NA GRANDE FINAL ALGUÉM VAI GANHAR R$ 1.000.000,00?
É CLARO QUE SIM!
É POR ISTO QUE TEM MUITA GENTE TRABALHANDO NA TRAIRAGEM, E FAZENDO GRUPINHOS PARA ELIMINAÇÃO.